CLT · Rescisão
1. Demissão: comparar os quatro cenários de saída
Cenário: salário de R$ 3.000, admitido em outubro de 2025, pensando em sair por volta de junho de 2026 (cerca de 9 meses de casa), sem dependentes.
A conta (verbas líquidas; o saque do FGTS e o seguro entram à parte):
- Pedir demissão: R$ 6.049,82
- Acordo (484-A): R$ 7.981,82 + saque de 80% do FGTS
- Dispensa sem justa causa: R$ 10.476,47 + saque de 100% e seguro-desemprego
- Aguardar e sair em dezembro/2026: R$ 10.487,05 (cruza 1 ano: aviso e 13º maiores)
Conclusão: a ordem quase nunca muda — aguardar > sem justa causa > acordo > pedir demissão. A diferença entre a melhor e a pior opção passou de R$ 4 mil.
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CLT · Seguro-desemprego
2. Seguro-desemprego: quanto e quantas parcelas
Cenário: dispensada sem justa causa, com média dos 3 últimos salários de R$ 3.000, 1ª solicitação e 18 meses trabalhados.
A conta: a média cai na 2ª faixa, então a parcela é R$ 1.777,74 + 50% × (3.000 − 2.222,17) = R$ 2.166,66, em 4 parcelas.
Conclusão: o benefício não é o salário cheio, e o número de parcelas depende da carência (tempo trabalhado) e de quantas vezes você já pediu.
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CLT · Carreira
3. CLT ou PJ: a proposta realmente compensa?
Cenário: Ana é CLT por R$ 8.000 e recebe uma proposta PJ de R$ 12.000 (serviços, ME no Simples), sem dependentes.
A conta: o emprego CLT vale ~R$ 7.205/mês (líquido + 13º + férias) mais ~R$ 640 de FGTS; a proposta PJ de R$ 12.000 deixa ~R$ 10.802 líquidos.
Conclusão: aqui o PJ vence com folga — mas um PJ de R$ 8.000 renderia menos que o salário. A comparação justa é líquido contra líquido, nunca bruto contra bruto.
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CLT · PLR
4. PLR: por que paga tão pouco imposto
Cenário: participação nos lucros de R$ 10.000 paga no ano.
A conta: cai na faixa de 15% (parcela a deduzir de R$ 1.360,25) → IR de R$ 139,75 (alíquota efetiva de 1,4%), líquido de R$ 9.860,25. Sem INSS e sem FGTS.
Conclusão: a PLR tem tabela de IR exclusiva, separada do salário — por isso pesa muito menos que o mesmo valor pago como bônus somado ao salário.
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MEI · Faturamento
5. MEI que passou do teto
Cenário: Carlos vem faturando R$ 7.500 por mês como MEI.
A conta: a projeção anual é R$ 90.000 — acima do teto (R$ 81.000), mas dentro da tolerância de 20% (até R$ 97.200). Ele segue MEI no ano, paga DAS complementar sobre o excesso e migra para ME no ano seguinte.
Conclusão: passar do teto não é o fim do MEI — desde que fique dentro dos 20% e você acompanhe o acumulado do ano, não só o do mês.
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Autônomo · Formato
6. Autônomo: PF, MEI ou PJ?
Cenário: Beatriz presta serviços e quer o formato mais barato sobre a mesma renda.
A conta:
- A R$ 4.000/mês: MEI sobra ~R$ 3.914, PF ~R$ 3.822, PJ ~R$ 3.282 → MEI vence.
- A R$ 15.000/mês: o MEI não cabe (passa do teto); o PJ no Simples deixa ~R$ 13.622 contra ~R$ 11.654 do autônomo (PF).
Conclusão: na renda baixa o MEI quase sempre vence; acima do teto, o PJ tende a ganhar do carnê-leão (que chega a 27,5%).
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Autônomo · Imposto
7. Carnê-leão do autônomo
Cenário: recebe R$ 6.000/mês de pessoas físicas e paga R$ 660 de INSS como contribuinte individual.
A conta: a base cai para R$ 5.340 e o carnê-leão do mês fica em R$ 380,02 (DARF 0190). Recebendo R$ 4.000 sem deduções: isento.
Conclusão: deduções (INSS, dependentes e livro-caixa) derrubam a base. Recolha por DARF 0190 até o último dia útil do mês seguinte.
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Empresário · Contratação
8. Quanto custa um empregado doméstico
Cenário: contratar um empregado doméstico com salário de R$ 2.000.
A conta: os encargos somam cerca de 20% → custo total de R$ 2.400; a guia única (DAE) fica em R$ 555,68 e o líquido do empregado, em R$ 1.844,32.
Conclusão: o custo real é maior que o salário — provisione os ~20% de encargos (INSS patronal, FGTS, antecipação da multa e seguro) antes de contratar.
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