MEI ou Simples: quanto você pagaria de imposto?

Está chegando perto do teto do MEI? Veja quanto pagaria de imposto migrando para ME no Simples Nacional, comparado ao DAS fixo do MEI.

Projetamos para o ano (× 12) para encontrar a faixa do Simples.

Inclua o pró-labore. Usada só nos serviços (Anexo III/V) para o Fator R: folha ≥ 28% do faturamento leva ao Anexo III (mais barato).

MEI ou Simples Nacional: a conta muda muito

Como MEI, você paga um DAS fixo (cerca de R$ 82 a R$ 87 por mês), independentemente do faturamento, desde que fique dentro do teto de R$ 81.000/ano. Ao migrar para ME no Simples Nacional, o imposto passa a ser um percentual do faturamento (a alíquota efetiva), que começa em 4% no comércio (Anexo I) e 6% nos serviços (Anexo III) e sobe por faixas.

Quando a migração acontece

Enquanto couber no teto, o MEI é quase sempre muito mais barato. A migração vira tema quando o faturamento se aproxima ou ultrapassa R$ 81.000/ano. Aí vale saber o impacto: no comércio, por exemplo, R$ 81.000/ano dão cerca de R$ 270/mês de Simples, contra ~R$ 82 de DAS do MEI.

Anexos e o Fator R

No Simples, a atividade define o Anexo: comércio (I), indústria (II), serviços (III ou V). Para muitos serviços, quem decide é o Fator R: se a folha de pagamento (incluindo o pró-labore) for de pelo menos 28% do faturamento, você cai no Anexo III (mais barato); abaixo disso, no Anexo V (mais caro). Por isso o pró-labore é uma alavanca de planejamento.

Faturamento em 12 mesesAnexo I (comércio)Anexo III (serviços)
Até R$ 180.0004,00%6,00%
De 180.000 a 360.0007,30%11,20%
De 360.000 a 720.0009,50%13,50%

Essas são as alíquotas nominais de cada faixa. A alíquota efetiva (o que você paga de fato) é menor, porque há uma parcela a deduzir em cada faixa.

O que o DAS do Simples inclui

A vantagem do Simples é unificar vários tributos numa guia só: IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, CPP (a parte previdenciária da empresa) e o ICMS (comércio/indústria) ou ISS (serviços). Por isso, mesmo sendo um percentual do faturamento, costuma ser mais simples e barato que o Lucro Presumido para a maioria das pequenas empresas.

O que muda do MEI para a ME

Sair do MEI traz novas obrigações: contador (praticamente indispensável), emissão regular de notas fiscais, folha de pagamento se houver funcionários e declarações mensais. Em compensação, a ME pode faturar até R$ 4,8 milhões/ano, ter vários funcionários e exercer atividades vedadas ao MEI.

O Fator R como planejamento

Para serviços, manter a folha (incluindo pró-labore) em pelo menos 28% do faturamento leva a tributação ao Anexo III, mais barato. Ajustar o pró-labore é, portanto, uma decisão de planejamento tributário, algo que vale revisar com o contador todo ano.

Exemplo prático

Comércio faturando R$ 6.750/mês (R$ 81.000/ano): no Simples (Anexo I, 4%) seriam R$ 270/mês; como MEI, o DAS é de R$ 82,05. A diferença é o custo de crescer além do MEI.

📖 Leia no blog: MEI em 2026: atividades permitidas e DAS

Conteúdo educacional. Não substitui a orientação de um profissional para o seu caso. Veja o Aviso Legal.

Perguntas frequentes

Quando devo sair do MEI para o Simples?

Quando o faturamento se aproxima ou passa do teto de R$ 81.000/ano. Enquanto cabe no MEI, o DAS fixo costuma ser bem mais barato que o Simples.

Como é calculado o imposto no Simples?

Pela alíquota efetiva: (RBT12 × alíquota nominal − dedução) ÷ RBT12. Ela começa em 4% (comércio) e 6% (serviços) e sobe por faixas de faturamento.

Esta calculadora serve para serviços de TI ou engenharia?

Parcialmente. Serviços técnicos podem cair no Anexo V (mais caro) ou no III via Fator R (folha ≥ 28% do faturamento). Esta versão cobre o Anexo III; confirme o seu enquadramento com um contador.

O que é o sublimite de ICMS?

Acima de R$ 1,8 milhão/ano em alguns estados, o ICMS é recolhido fora do DAS. Para faturamentos altos, consulte um contador. Esta ferramenta foca em quem está saindo do MEI.