Calculadora de preço por hora (autônomo/PJ)

Descubra quanto cobrar por hora para sobrar a renda que você quer no fim do mês, já reservando impostos, INSS e os custos do seu trabalho.

Quanto você quer que sobre no seu bolso por mês.

Horas que você realmente cobra (descontando prospecção, administração e folgas).

Depende do seu regime (MEI, autônomo, PJ no Simples). Ajuste com seu contador.

Internet, softwares, ferramentas, contador, etc. (opcional)

Como definir seu preço por hora

Cobrar por hora como autônomo não é dividir um salário CLT pelas horas do mês. Você precisa cobrir impostos e INSS, os custos do seu trabalho e o fato de que nem toda hora é faturável. Parte do tempo vai para prospecção, administração e descanso. Além disso, você não tem 13º, férias remuneradas nem FGTS pagos por um empregador.

A conta, em resumo

Partimos da renda líquida que você quer, somamos os custos fixos e fazemos o gross-up dos impostos: receita bruta = (renda desejada + custos) ÷ (1 − % de impostos). Dividindo pela quantidade de horas faturáveis, chega-se ao preço por hora.

Quantas horas são realmente faturáveis

Esse é o erro mais comum: tratar todas as horas do mês como vendáveis. Num mês de ~160 horas úteis, boa parte vai para prospecção, propostas, e-mails, reuniões não pagas, estudo e administração, sem contar férias e feriados. Na prática, profissionais autônomos costumam faturar entre 50% e 70% do tempo. Se você considerar 160 horas faturáveis quando só vende 100, o seu preço sai barato demais e você trabalha no prejuízo.

O que entra nos custos

Some tudo o que é preciso para entregar o serviço, mesmo o que parece pequeno:

  • Ferramentas e softwares (assinaturas, licenças), equipamento e sua depreciação;
  • Internet, telefone, energia e parte do aluguel/coworking;
  • Contador, taxas bancárias e deslocamento;
  • Reserva para os seus próprios "13º e férias": como autônomo, ninguém paga isso por você; provisione ~1/6 da renda;
  • Reserva de emergência para meses fracos e para o INSS.

Os impostos sobre o seu faturamento

O percentual de imposto muda conforme o formato. Como MEI, o peso é o DAS fixo (proporcionalmente baixo). Como autônomo (PF), entram o carnê-leão (IR até 27,5%) e o INSS de contribuinte individual. Como PJ no Simples, é a alíquota efetiva sobre o faturamento mais o INSS do pró-labore. Use o percentual que corresponde ao seu caso no campo de impostos.

Erros comuns

  • Dividir um salário CLT pelas 160 horas do mês: ignora impostos, custos e horas não faturáveis;
  • Esquecer de provisionar férias, 13º e meses parados;
  • Cobrar abaixo do mercado por insegurança: o preço baixo vira teto difícil de subir depois.

Exemplo prático

Para sobrar R$ 5.000 líquidos, com 120 horas faturáveis, 20% de impostos e R$ 500 de custos: a receita bruta precisa ser R$ 6.875, o que dá R$ 57,29 por hora.

Conteúdo educacional. Não substitui a orientação de um profissional para o seu caso. Veja o Aviso Legal.

Perguntas frequentes

Por que não basta dividir o salário pelas horas?

Porque o autônomo paga os próprios impostos e INSS, tem custos de trabalho e não recebe 13º, férias nem FGTS de um empregador. Tudo isso precisa entrar no preço.

Quantas horas faturáveis devo considerar?

Menos do que as horas trabalhadas. Tempo de prospecção, propostas, administração e folgas não são cobrados. Muitos autônomos faturam de 100 a 140 horas por mês.

Qual percentual de impostos usar?

Depende do regime: MEI tem o DAS fixo; autônomo recolhe INSS e IR (carnê-leão); PJ no Simples tem alíquotas por anexo. Ajuste o campo com a ajuda de um contador.

O preço por hora inclui INSS?

Sim, se você incluir o INSS no percentual de impostos. Contribuir ao INSS garante aposentadoria e outros benefícios. Vale reservar essa parte.