CLT ou PJ: por que não dá para comparar o bruto
Uma proposta PJ de R$ 12 mil parece imbatível ao lado de um salário CLT de R$ 8 mil — mas a comparação justa é entre o que sobra líquido de cada lado. O CLT carrega 13º, férias + 1/3 e FGTS (8% ao mês) e ainda tem seguro-desemprego e estabilidade. O PJ recebe mais "na veia", mas paga o próprio imposto e INSS e abre mão de tudo isso. Na prática, a proposta PJ costuma precisar ser 20% a 40% maior que o salário CLT só para empatar.
A reforma do IR 2026 entra na conta
Com a isenção de Imposto de Renda até R$ 5.000 (e parcial até R$ 7.350), o líquido do CLT subiu. Resultado: para salários até essa faixa, a proposta PJ precisa render ainda mais para compensar. A vantagem do PJ cresce mesmo para salários mais altos, onde o CLT paga até 27,5% de IR.
Exemplo prático
CLT de R$ 8.000 (sem dependentes) vale ~R$ 7.205/mês (líquido + 13º + férias), mais ~R$ 640 de FGTS. Uma proposta PJ de R$ 12.000 em serviços (ME no Simples) deixa ~R$ 10.802 líquidos — aqui o PJ vence com folga. Já um PJ de R$ 8.000 contra esse mesmo CLT renderia menos que o salário.
Conteúdo educacional — não substitui a orientação de um contador para o seu caso. Veja o Aviso Legal.