Como escolher o regime tributário da sua empresa
O regime tributário define quanto e como a sua empresa paga imposto. Escolher errado pode custar milhares de reais por ano. Os três regimes mais comuns para micro e pequenas empresas são o MEI, o Simples Nacional e o Lucro Presumido.
MEI — o mais simples e barato
O MEI paga um DAS fixo (de R$ 82 a R$ 87 por mês em 2026), independentemente do faturamento, desde que fique dentro do teto de R$ 81.000/ano. É quase sempre a opção mais barata para quem cabe nele.
Simples Nacional — percentual do faturamento
Ao passar do teto do MEI, a empresa vira ME e entra no Simples: o imposto passa a ser um percentual do faturamento (a alíquota efetiva), que começa em 4% (comércio) e 6% (serviços) e sobe por faixas. Nos serviços, o Fator R decide o anexo: folha (com pró-labore) de ao menos 28% do faturamento leva ao Anexo III, mais barato que o V.
Lucro Presumido — para margens altas ou vendas a PJ
No Lucro Presumido, o IRPJ e a CSLL incidem sobre uma base presumida (32% do faturamento nos serviços, 8%/12% no comércio), mais PIS, Cofins e ISS/ICMS. Costuma valer a pena para empresas com margem de lucro alta ou que vendem para outras empresas que aproveitam créditos.
Exemplo prático
Um prestador de serviços faturando R$ 5.000/mês pagaria cerca de R$ 86 como MEI, R$ 775 no Simples (Anexo V, sem folha) e R$ 816 no Lucro Presumido. Enquanto couber no MEI, ele é imbatível.
E a Reforma Tributária?
A partir de 2027, a CBS e o IBS começam a substituir PIS, Cofins, ICMS e ISS. O Simples Nacional continua existindo, com os novos tributos incorporados ao DAS de forma gradual. Veja o impacto estimado no simulador da Reforma Tributária.
Conteúdo educacional — não substitui a orientação de um contador para o seu caso. Veja o Aviso Legal.