O erro nº 1 de quem sai da CLT: olhar só o salário líquido
Para "empatar" com o CLT, você não precisa repor apenas o líquido que cai na conta. Precisa repor o valor real do emprego: o líquido + o 13º (que equivale a ~1/12 a mais por mês) + as férias com 1/3 (outro ~1/12) e ainda contar que vai perder o FGTS (8% do salário depositado todo mês) e o seguro-desemprego. Por isso o faturamento mínimo como PJ costuma ser bem maior do que o salário parece indicar.
A reforma do IR 2026 mudou (e contra o que muitos pensam)
Com a isenção de Imposto de Renda até R$ 5.000 (e parcial até R$ 7.350), o líquido de quem é CLT subiu. Como o seu alvo a bater como PJ é justamente esse líquido, o alvo também subiu — ou seja, para salários até essa faixa, virar PJ não aumenta sua renda automaticamente. A vantagem matemática de ser PJ aparece com força para salários acima de R$ 7.350, em que o CLT chega a pagar 27,5% de IR e o PJ no Simples paga uma alíquota efetiva menor, com o lucro distribuído isento.
Exemplo prático
Salário de R$ 5.000 (sem dependentes): o líquido é ~R$ 4.498, mas o alvo real (com 13º e férias) é ~R$ 5.315/mês. Para manter isso como MEI de serviços você precisa faturar ~R$ 5.400/mês; como PJ no Simples, ~R$ 6.090/mês. E ainda some a reserva antes de sair.
Conteúdo educacional — não substitui a orientação de um contador para o seu caso. Veja o Aviso Legal.