Você passou do teto do MEI?

Informe quanto você fatura por mês, em média, e veja se vai passar do teto do MEI de R$ 81.000 no ano, quanto ainda cabe e o que acontece se ultrapassar.

Projetamos para o ano (× 12). O teto do MEI é R$ 81.000/ano (R$ 6.750/mês).

O teto do MEI e o que acontece se passar

O MEI pode faturar até R$ 81.000 por ano, uma média de R$ 6.750 por mês. Não é um limite mensal rígido: o que vale é o total acumulado no ano-calendário. Você pode ter meses acima e outros abaixo da média.

Passou do teto: e agora?

Se ultrapassar o teto em até 20% (até R$ 97.200), você continua como MEI até o fim do ano, mas paga um DAS complementar sobre o excesso e é desenquadrado para ME no ano seguinte. Se passar de 20%, o desenquadramento é retroativo ao início do ano, com recolhimento dos tributos como Simples Nacional desde janeiro. Por isso vale acompanhar o faturamento mês a mês.

No primeiro ano, o teto é proporcional

Se você abriu o MEI durante o ano, o teto daquele ano é proporcional: R$ 6.750 multiplicado pelo número de meses (contando o mês de abertura). Quem abriu em outubro, por exemplo, tem teto de R$ 20.250 (3 meses) até dezembro.

O que fazer ao se aproximar do teto

  • Acompanhe o acumulado do ano, não só o do mês.
  • Se vai passar pouco (até 20%), separe dinheiro para o DAS complementar.
  • Planeje a migração para ME no Simples com um contador: muda a forma de pagar imposto e de emitir nota fiscal.
  • Evite passar de 20%: o desenquadramento retroativo cobra o Simples desde janeiro, o que costuma pesar.

Como funciona o desenquadramento

Desenquadrar não significa fechar a empresa: o mesmo CNPJ muda de porte (MEI → ME) e passa a recolher pelo Simples Nacional. A comunicação é feita no Portal do Simples Nacional; em alguns casos ela é obrigatória e tem prazo, em outros é automática na virada do ano. A partir daí, você precisa de um contador e muda a forma de emitir nota e de pagar imposto.

Sinais de que é hora de virar ME

  • O faturamento cresce de forma consistente e se aproxima do teto;
  • Você precisa contratar mais de um funcionário (o MEI só pode ter um);
  • Quer exercer uma atividade não permitida ao MEI;
  • Seus clientes (grandes empresas) exigem porte ou notas que o MEI não comporta.

Obrigações que continuam

Mesmo no ano do excesso, você segue obrigado à DASN-SIMEI (declaração anual, até 31 de maio) com o faturamento real, e ao DAS em dia. Antecipar a conversa com um contador evita pagar juros e multa sobre a diferença lá na frente.

Exemplo prático

Faturando R$ 7.500/mês, a projeção anual é R$ 90.000, acima do teto (R$ 81.000), mas dentro da tolerância de 20%. Você seguiria como MEI no ano, com DAS complementar sobre os R$ 9.000 de excesso, e migraria para ME no ano seguinte.

📖 Leia no blog: MEI em 2026: o que mudou no DAS e nas atividades

Conteúdo educacional. Não substitui a orientação de um profissional para o seu caso. Veja o Aviso Legal.

Perguntas frequentes

Qual é o teto do MEI em 2026?

R$ 81.000 por ano (média de R$ 6.750 por mês). O que vale é o total faturado no ano-calendário, não um limite mensal fixo.

O que acontece se eu passar do teto?

Até 20% acima (R$ 97.200): segue como MEI no ano, paga DAS complementar e migra para ME no ano seguinte. Acima de 20%: desenquadramento retroativo a janeiro.

O limite é mensal ou anual?

Anual. Você pode ter meses acima de R$ 6.750 desde que o total do ano não ultrapasse R$ 81.000 (ou a tolerância).

Passei do teto, o que faço?

Comunique o desenquadramento e procure um contador para migrar ao Simples Nacional (ME). Use o comparador CLT vs MEI e o simulador de DAS para se planejar.