MEI com funcionário: quanto custa de verdade?

O MEI pode ter um empregado. Veja o custo mensal real além do salário — INSS patronal de 3%, FGTS de 8% e as provisões de 13º e férias.

O MEI só pode ter 1 empregado, com salário mínimo (R$ 1.621) ou o piso da categoria. Deixe em branco para usar o salário mínimo.

MEI com funcionário: o custo real além do salário

Muita gente acha que contratar um funcionário custa só o salário. No MEI, além da remuneração combinada, entram encargos e provisões que aumentam o custo mensal em cerca de 30%. A boa notícia é que o regime do MEI é bem mais leve que o de uma empresa comum.

O MEI pode ter 1 empregado

A lei permite ao Microempreendedor Individual contratar um único funcionário. Com isso vêm as obrigações de um empregador: registrar o trabalhador, emitir a folha de pagamento e recolher os encargos todos os meses. Se o negócio precisar de mais gente, é hora de deixar o MEI.

Salário mínimo ou piso da categoria

O empregado do MEI deve receber, no mínimo, o salário mínimo (R$ 1.621 em 2026) ou o piso da categoria definido em convenção coletiva — o que for maior. Não dá para pagar menos que isso.

Os encargos reduzidos (3% INSS patronal + 8% FGTS)

Aqui está a grande vantagem do MEI: sobre o salário do empregado, o patrão recolhe apenas 3% de INSS patronal e 8% de FGTS. Uma empresa no Simples ou no Lucro Presumido pagaria cerca de 20% de INSS patronal. É um regime especial da LC 123, art. 18-C.

As provisões de 13º e férias

O funcionário do MEI tem direito a 13º salário e a férias com adicional de 1/3. Como esses valores são pagos uma vez por ano, o ideal é guardar um pouco por mês: cerca de 1/12 do salário para o 13º e 1/12 do salário mais o terço para as férias. A calculadora acima já provisiona esses valores no custo mensal.

Obrigações: eSocial, folha e FGTS Digital

Contratar exige cumprir rotinas trabalhistas: registrar a admissão no eSocial, gerar a folha de pagamento mensal e recolher o FGTS pelo FGTS Digital, além do INSS. Vale contar com um contador ou um serviço de folha para não errar nos prazos.

Quando vale a pena — e quando migrar para ME

Se um único empregado resolve a demanda do negócio, o MEI é imbatível pelo custo dos encargos. Quando você precisa de dois ou mais funcionários, ou vai estourar o teto de faturamento, o caminho é migrar para Microempresa (ME) no Simples Nacional, onde a folha fica mais cara mas o crescimento é possível.

Exemplo prático

Contratando com o salário mínimo (R$ 1.621), o custo real fica em torno de R$ 2.114/mês — cerca de 30% acima do salário. A diferença são os R$ 48,63 de INSS patronal, R$ 129,68 de FGTS e as provisões de 13º e férias+⅓.

Conteúdo educacional — não substitui a orientação de um contador para o seu caso. Veja o Aviso Legal.

Perguntas frequentes

O MEI pode ter funcionário?

Sim. O MEI pode contratar 1 empregado, que deve receber o salário mínimo (R$ 1.621 em 2026) ou o piso da categoria. É preciso registrar o funcionário, fazer a folha de pagamento e cumprir as obrigações no eSocial.

Quanto o MEI paga de encargos?

Sobre o salário do empregado, o MEI recolhe 3% de INSS patronal e 8% de FGTS todo mês. É um regime reduzido: uma empresa comum pagaria cerca de 20% de INSS. Some ainda as provisões de 13º e de férias com o terço constitucional.

Preciso pagar 13º e férias?

Sim. O empregado do MEI tem os mesmos direitos de qualquer trabalhador CLT: 13º salário, férias com adicional de 1/3, FGTS e descanso semanal remunerado. Por isso a calculadora provisiona esses valores dentro do custo mensal.

O que acontece se eu precisar de mais funcionários?

O MEI só permite 1 empregado. Para contratar um segundo, é preciso migrar para Microempresa (ME) no Simples Nacional, o que muda os impostos e os encargos da folha. Use o comparador de regimes para estimar o novo custo.