INSS do autônomo: 11% ou 20%?

Como contribuinte individual, você escolhe quanto pagar de INSS. Veja o valor de cada plano (11% sobre o salário mínimo ou 20% sobre o valor que você declarar) e o que cada um garante na aposentadoria.

Entre o salário mínimo e o teto do INSS. O plano de 11% é sempre sobre o mínimo.

INSS do contribuinte individual: qual plano escolher

O autônomo é contribuinte individual e tem duas formas principais de pagar o INSS. No Plano Simplificado (11%), a contribuição incide sempre sobre o salário mínimo; é mais barato, mas só dá direito à aposentadoria por idade no valor de 1 salário mínimo e não conta para a aposentadoria por tempo de contribuição. No plano de 20%, você escolhe a base (entre o salário mínimo e o teto) e garante todos os benefícios, com valor proporcional ao que recolheu.

Quando vale cada um

Se o objetivo é garantia mínima com o menor custo, o 11% resolve. Se você quer aposentar por tempo de contribuição, ter um benefício acima do mínimo ou aumentar a base de cálculo do futuro benefício, o 20% é o caminho. Dá para começar no 11% e complementar 9% depois para aproveitar o período.

11% × 20%: o comparativo

Plano Simplificado (11%)Plano normal (20%)
Base de cálculoSempre o salário mínimoVocê escolhe (do mínimo ao teto)
Custo sobre o mínimoR$ 178,31/mêsR$ 324,20/mês
Aposentadoria por idadeSim (1 salário mínimo)Sim
Por tempo de contribuiçãoNãoSim
Benefício acima do mínimoNãoSim

O pagamento é feito por GPS (Guia da Previdência Social), até o dia 15 do mês seguinte; o código varia conforme o plano (consulte no Meu INSS). Quem está no 11% e depois quer contar aquele tempo para a aposentadoria por tempo de contribuição pode complementar os 9% do período.

O que a contribuição garante

Pagar o INSS não é só pensar na aposentadoria: mantém a qualidade de segurado e dá acesso a auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), salário-maternidade, auxílio-acidente e pensão por morte para a família. Cada benefício tem uma carência (número mínimo de contribuições), por exemplo, 12 meses para o auxílio-doença e 10 meses para o salário-maternidade.

Se você atrasar ou parar de contribuir

Ficar muitos meses sem pagar faz você perder a qualidade de segurado e, com ela, o acesso aos benefícios (a aposentadoria volta a exigir nova carência). Contribuições em atraso podem, em geral, ser pagas com juros e multa, mas há regras sobre quais períodos podem ser recuperados; por isso o ideal é manter o pagamento em dia, mesmo que pelo plano de 11%.

Como pagar

O recolhimento é por GPS (ou DAS, no caso do MEI), até o dia 15 do mês seguinte. O código de pagamento muda conforme o plano (mensal ou trimestral, simplificado ou normal); confira o seu no Meu INSS antes de gerar a guia.

Exemplo prático

Sobre uma base de R$ 5.000: o plano de 11% custa R$ 178,31/mês (sobre o mínimo) e o de 20% custa R$ 1.000/mês, uma diferença de R$ 821,69, que compra direito a aposentadoria por tempo de contribuição e benefício maior.

Conteúdo educacional. Não substitui a orientação de um profissional para o seu caso. Veja o Aviso Legal.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre contribuir 11% e 20% do INSS?

O plano de 11% incide só sobre o salário mínimo e dá aposentadoria por idade de 1 salário mínimo, sem contar tempo de contribuição. O de 20% incide sobre o valor declarado (entre 1 salário mínimo e o teto) e garante todos os benefícios, inclusive aposentadoria por tempo de contribuição.

Qual o código da GPS para o autônomo?

Código 1163 para o Plano Simplificado (11%) e código 1007 para o contribuinte individual mensal (20%).

Posso migrar do 11% para o 20% depois?

Sim. É possível complementar os 9% para que períodos pagos no Plano Simplificado contem para a aposentadoria por tempo de contribuição.